Há algum tempo a Ciência vem mostrando que algumas substâncias retiradas da natureza podem ajudar as pessoas a emagrecer e controlar o peso. Diversas novidades surgem a todo o momento e, recentemente, a entrada de três fitoterápicos no mercado está fazendo sucesso entre aqueles que querem perder peso. Vendidas em cápsulas, a faseolamina, o Citrus aurantium e a Caralluma fimbriata agem no organismo e contribuem para reduzir o apetite, acelerar o metabolismo e impedir parte da absorção dos carboidratos.
A Caralluma fimbriata tem sido usada há séculos na Índia como um método de controlar a fome. Os trabalhadores na Índia usavam essa planta em viagens longas ou caça de longos dias, pois inibe o apetite, aumenta a energia e sacia a sede. “Mas, como nos demais casos que envolvem a ingestão de medicamentos, as pessoas não podem se automedicar. Na Farmacotécnica, a Caralluma fimbriata pode ser preparada em cápsulas na concentração recomendada por um profissional capacitado”, esclarece Leandra Sá, farmacêutica da Farmacotécnica.
Leandra ainda explica que o fitoterápico, por si só, não faz milagre. Alimentação equilibrada (moderar nos doces, refrigerantes e frituras) e a prática de exercícios físicos potencializam os resultados. “Este vegetal da família dos cactos controla a ação do neuropeptídio Y, que, presente naturalmente no nosso cérebro, é responsável pelo aumento da saciedade”, explica a farmacêutica. As enzimas da Caralluma fimbriata ainda bloqueiam a formação de lipídios, fazendo com que a gordura de reserva seja queimada. A planta também tem um efeito sobre o mecanismo de controle do apetite no cérebro.
Pesquisas realizadas em centros de estudos americanos, no St John´s Medical College and Hospital e no Western Geriatric Research Institute, aprovaram a segurança do cacto. Depois de avaliarem dois grupos de voluntários, um que consumiu o extrato de Caralluma fimbriata e outro que ingeriu placebo, os pesquisadores afirmam que houve perda de peso bem maior do primeiro grupo em relação ao segundo, sendo que nenhum dos participantes do trabalho relatou efeitos colaterais. Ainda de acordo com a pesquisa, a diminuição do apetite pode chegar a 30% com o consumo regular da planta.
Especialistas não recomendam que mulheres grávidas, lactantes, pessoas em quimioterapia e crianças usem o produtos, pois não há estudos feitos com tais perfis. Nos demais casos, o nutracêutico é recomendado, desde que seja ingerido com indicação médica.
“A busca excessiva pelo corpo perfeito, em alguns casos, pode prejudicar a saúde. O consumo de qualquer produto como auxiliar no emagrecimento, mesmo que feito a base de ervas, deve ser recomendado por um profissional habilitado. Afinal, não adianta ficar bonito se a saúde esta debilitada”, finaliza Leandra Sá. (release completo)
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agosto 23, 2010 em 
